Caixa paga novo lote do PIS/Pasep esquecido; veja como sacar

Caixa inicia pagamento de novo lote do PIS/Pasep esquecido para quem trabalhou entre 1971 e 1988; veja como consultar e pedir o ressarcimento.

PIS/Pasep esquecido
Imagem gerada por IA — PIS/Pasep esquecido

A Caixa Econômica Federal iniciou nesta quinta-feira (25) o pagamento de um novo lote de valores esquecidos do antigo PIS/Pasep. A medida inclui trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atuaram entre 1971 e 1988 e ainda não tinham retirado as cotas do período. Para quem se encaixa nas regras, isso pode significar o resgate de quantias que ficaram paradas por anos.

Nesta rodada, recebem os beneficiários que solicitaram o ressarcimento até 31 de maio. Os valores pagos variam entre R$ 2,8 mil e R$ 2,9 mil, conforme o tempo de trabalho do beneficiário e o salário que ele recebia na época.

Vale destacar que esse pagamento não tem relação com o abono salarial do PIS/Pasep pago anualmente aos trabalhadores atuais. Trata-se de um fundo diferente, criado ainda na década de 1970 para complementar a renda de trabalhadores e servidores públicos, e que foi extinto em 2020.

Em 2020, os valores não sacados foram transferidos para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, posteriormente, repassados ao Tesouro Nacional. Por isso, o acesso e o procedimento para receber agora seguem as regras organizadas pela Caixa e pelos sistemas ligados ao FGTS.

Quem pode receber e como consultar no Repis Cidadão

Podem ter direito ao saque trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que tenham atuado entre 1971 e 1988. Também estão incluídos herdeiros ou dependentes legais, quando ocorre falecimento do titular da cota.

Para saber se há valores disponíveis, o primeiro passo é consultar o portal Repis Cidadão, mantido pelo governo federal. O acesso exige login pela conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro, que pedem verificação adicional de identidade, mais rigorosa do que a opção básica (bronze).

No site, o interessado faz login com CPF e senha, informa o número do PIS/Pasep ou do NIS (Número de Identificação Social), quando solicitado, e clica em “pesquisar”. A plataforma indica se existe saldo e orienta sobre os próximos passos.

Quem preferir pode consultar pelo aplicativo do FGTS. Nesse caso, a verificação também pode ser feita diretamente no app, sem a necessidade de acessar o portal separadamente.

Como pedir o ressarcimento e quando o dinheiro cai

Depois de confirmar a existência de valores, o pedido de ressarcimento pode ser feito de duas maneiras. A primeira é pelo aplicativo do FGTS: o usuário acessa a aba “Mais”, clica em “Ressarcimento PIS/Pasep”, envia os documentos solicitados pelo sistema e acompanha o andamento pelo celular.

A segunda alternativa é presencial em qualquer agência da Caixa Econômica Federal. Nesse atendimento, é necessário apresentar um documento oficial com foto para realizar a solicitação.

Com o pedido aprovado, o pagamento é feito por crédito em conta bancária. Se o beneficiário não tiver conta na Caixa, o valor é depositado automaticamente em poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

De acordo com o calendário divulgado, os lotes seguem a data em que cada pedido foi protocolado. Quem solicitou até 30 de junho recebe em 27 de julho; pedidos até 31 de julho são pagos em 25 de agosto; e assim por diante, em ciclos mensais, até pedidos feitos até 31 de dezembro de 2026, com pagamento em janeiro de 2027.

Prazos para solicitar e orientação para herdeiros

A solicitação do resgate, porém, não termina junto do calendário de pagamentos. A Caixa informa que os pedidos podem ser feitos até setembro de 2028, e após essa data os valores remanescentes serão incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque por beneficiários ou herdeiros.

Para herdeiros, a regra prevê que a reivindicação pode ser feita em caso de falecimento do trabalhador ou servidor titular da cota. O pedido exige apresentação de documento de identificação, certidão de dependentes ou autorização judicial, além de documentação que comprove o vínculo com o titular original do benefício.

Para evitar perda do prazo, a orientação é que quem atuou no período entre 1971 e 1988 e seus familiares façam a consulta o quanto antes pelo Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. Assim, fica mais fácil acompanhar a disponibilidade e seguir as etapas para o ressarcimento.

Se houver dúvidas, a Caixa disponibiliza atendimento pelos telefones 0800-726-0207 e SAC 0800-726-0101, além da Ouvidoria no 0800-725-7474, e do site caixa.gov.br. Para o leitor, o recado principal é não deixar a verificação para depois: quanto antes confirmar os dados, maior a chance de organizar documentos e aproveitar os lotes conforme forem liberados.

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