Imposto de Renda

Imposto de Renda: nova isenção até R$ 5.000 e descontos por faixa — veja a tabela prática

IR 2026: isenção até R$ 5.000 e descontos por faixa até ~R$ 7.350; veja a tabela prática, quando começa a valer e quem ganha mais com a mudança.

Se você ganha até R$ 5.000 por mês, a regra aprovada na Câmara zera o IR. Entre R$ 5.000,01 e cerca de R$ 7.350, entram descontos parciais que reduzem a mordida do leão; acima disso, volta a cobrança normal. A mudança ainda precisa do Senado e, se confirmada, vale a partir de 2026 (salário de 2026 e declaração em 2027). Hoje, na prática, a isenção alcança até R$ 3.036.

O que mudou (e o que falta acontecer)

  • Aprovado na Câmara (01/10/2025): isenção total até R$ 5.000 e descontos para rendas imediatamente acima. Falta análise do Senado e sanção.
  • Quando passa a valer: proposta prevê aplicação a partir de 2026 (retenção mensal e ajuste anual subsequente).
  • Compensações: criação de imposto mínimo progressivo (até 10%) para rendas altas e tributação de dividendos acima de determinado patamar.

Tabela prática: faixa a faixa (como fica sua retenção)

Se o texto virar lei, a referência publicada traz este resumo para salários mensais:

  • Até R$ 5.000: isenção total (economia anual estimada: R$ 4.356,89).
  • Até R$ 5.500: desconto de 75% (economia anual: R$ 3.367,68).
  • Até R$ 6.000: desconto de 50% (economia anual: R$ 2.350,79).
  • Até R$ 6.500: desconto de 25% (economia anual: R$ 1.333,90).
  • A partir de ~R$ 7.350: volta a tabela progressiva normal (faixas de 7,5% a 27,5%).

Importante: hoje a isenção efetiva vai até R$ 3.036 (via desconto simplificado), bem abaixo dos R$ 5.000 projetados — por isso o ganho é relevante para quem está no piso e na classe média baixa.

Quem é impactado (e quanto)

  • Até R$ 5 mil: zeram o IR retido — estimativa de 16 milhões de pessoas beneficiadas.
  • R$ 5 mil a R$ 6,5 mil: pagam menos por causa dos descontos gradativos (75% → 50% → 25%).
  • Acima de ~R$ 7.350: volta a tabela cheia; quem ganha muito pode sentir o efeito das compensações (imposto mínimo/dividendos).

Perguntas rápidas (FAQ)

Isso já está valendo? Ainda não. Falta Senado aprovar e o governo sancionar/regulamentar. A previsão divulgada é 2026.
Muda a declaração de 2026 (ano-base 2025)? Não: a mudança apontada é para renda de 2026 (ajuste em 2027).
Vou precisar mexer no meu cadastro na empresa? A folha ajusta a retenção mensal conforme a tabela/ descontos em vigor; acompanhe seu holerite quando a lei entrar.
Desconto simplificado some? A lógica proposta é isenção até R$ 5.000 e descontos por faixa até ~R$ 7.350; acima disso, vale a tabela tradicional. Aguarde a versão final do Senado.

Como se preparar desde já

  • Simule cenários (R$ 5.000; R$ 5.500; R$ 6.000; R$ 6.500; R$ 7.350+) para ver quanto volta ao seu bolso. As economias anuais de referência estão acima.
  • Reveja benefícios: vale-transporte, plano de saúde e previdência complementar podem ser reequilibrados quando a retenção cair.
  • Ajuste o orçamento: use o ganho líquido para quitar dívidas caras (rotativo/parcelado) e formar reserva.
  • Organize comprovantes: mesmo com isenção/ desconto, declaração e comprovantes continuam obrigatórios conforme as regras anuais.

Ponto de atenção para renda alta

O pacote prevê imposto mínimo progressivo para quem recebe acima de R$ 50 mil/mês (R$ 600 mil/ano) e tributação de dividendos acima de um patamar, medidas pensadas para compensar a renúncia da base. A versão final pode ajustar parâmetros no Senado — acompanhe.

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